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NOVO EMPREENDIMENTO EM PARANAGUÁ: PREFEITURA GARANTE VOZ DA COMUNIDADE

Audiência reuniu moradores, Ministério Público e empresa para discutir impactos do empreendimento

A Prefeitura de Paranaguá participou, na noite de quarta-feira (8), da audiência pública que apresentou o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) da nova unidade do Grupo Bavaresco.

O encontro aconteceu no auditório da Associação Comercial, Industrial e Agrícola (ACIAP) e reuniu moradores, representantes da empresa, o Ministério Público e a equipe técnica da Secretaria Municipal de Urbanismo e Planejamento Territorial.

A secretária Vânia Foes abriu a participação da prefeitura dizendo que a cidade apoia novos investimentos, desde que o crescimento seja planejado e em diálogo com a população. “É muito importante que Paranaguá continue atraindo novos empreendimentos, porque isso significa desenvolvimento e oportunidades. Mas nosso papel é assegurar que esse crescimento aconteça com responsabilidade, ouvindo quem vive na região e será diretamente impactado pela obra”, afirmou.

Durante a apresentação, a empresa detalhou o projeto da nova loja, que será erguida na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, no Jardim Yamaguchi, e substituirá a unidade atual no Jardim Samambaia. O diretor operacional, Vicente Vilaça, disse que a nova estrutura ampliará o quadro de funcionários de 110 para 170 empregos diretos e contará com lojas de apoio, área gourmet e quiosques.

Vilaça informou que as obras seguem dentro do planejamento e a previsão é concluir o empreendimento nos próximos meses, com inauguração prevista para a primeira quinzena de outubro.

O promotor de Justiça Mateus Azevedo ressaltou a importância do EIV como ferramenta para garantir a participação popular nas decisões de desenvolvimento urbano. “A audiência pública permite que moradores apresentem seus receios, expectativas e sugestões. São essas contribuições que ajudam os órgãos técnicos a compreenderem a realidade de quem será diretamente afetado pelo empreendimento”, declarou.

A secretária Vânia Foes explicou que todas as manifestações colhidas na audiência serão avaliadas pela comissão técnica. “Depois de ouvir a população, avaliamos cada demanda para definir as medidas mitigadoras e compensatórias que a empresa deverá executar. Quando não é possível eliminar totalmente um impacto, buscamos formas de compensá-lo para preservar a qualidade de vida dos moradores”, disse.

Moradores levantaram questões sobre trânsito, mobilidade, ruídos e infraestrutura — pontos que, segundo o Ministério Público e a prefeitura, poderão orientar ajustes no projeto antes da implantação.

Imagem: Prefeitura de Paranaguá

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