Empresa admitiu o vazamento de cerca de 180 litros, disse não haver danos ambientais e descartou indenizações
Uma reunião tensa na tarde de sexta-feira (16) na Câmara Municipal de Paranaguá reuniu moradores de bairros afetados e representantes da empresa Catalline para esclarecimentos sobre o vazamento ocorrido na noite de 10 de julho.
A Catalline declarou-se culpada pelo incidente e informou que o produto vazado foi óleo de xisto. Segundo a empresa, cerca de 180 litros foram lançados diretamente na rede de esgoto. O forte odor se espalhou pelos bairros Vila Cruzeiro, Serraria do Rocha, Vila Rute, Santa Rosa, Vila Paranaguá e Vila Alboit, deixando centenas de moradores com náuseas e mal-estar por inalação.
Estiveram presentes na sessão o vereador Ezequias Maré (autor do requerimento), o presidente da Câmara Adalberto Araújo e os vereadores Tenile Xavier, Ricardo e Luizinho Maranhão. Pela Catalline, participaram o Sr. Fábio Martins, um engenheiro e o gerente responsável.
A afirmação da empresa de que “não houve danos ambientais” provocou revolta entre os moradores. Questionados sobre indenizações ou compra de casas próximas ao local do acidente, os representantes foram categóricos ao dizer que “não há interesse por parte da empresa neste momento.”
O clima entre a comunidade e os parlamentares permaneceu de cobrança. O vereador Ezequias Maré afirmou: “A reunião não exime a empresa de responder junto ao Ministério Público”. O requerimento que originou o encontro seguirá para votação na próxima sessão da Câmara, após o recesso parlamentar, com expectativa de aprovação para encaminhar trâmites legais e exigir o relatório técnico definitivo.
