Manifestação reuniu avulsos em caminhada até a prefeitura e acendeu alerta para o comércio local
Uma grande mobilização tomou as ruas de Paranaguá na manhã desta quarta-feira. Trabalhadores portuários avulsos realizaram uma caminhada em protesto contra o Projeto de Lei 733.
O ato começou na área portuária e seguiu em direção à Prefeitura de Paranaguá.
O grupo protesta contra os impactos da proposta, que tramita em Brasília. Segundo as lideranças, o projeto pode retirar a exclusividade da mão de obra qualificada e extinguir o órgão gestor e os sindicatos da categoria.
O prefeito Adriano Ramos esteve presente e declarou apoio total ao movimento dos trabalhadores:
“Eu conheço o trabalho dos trabalhadores portuários avulsos, até porque eu sou filho do saudoso Juarez estivador. Trabalhei 11 anos no OGMO dentro da estiva, passei um tempo dentro do sindicato dos conferentes e também trabalhei no sindicato dos arrumadores. Eu entendo essa mão de obra qualificada. Eu entendo que esse porto, que é fantástico, que tem uma administração espetacular, que é comandada pelo Luiz Fernando, também tem como apoio essa mão de obra qualificada. Não pode numa canetada, numa PL, a gente acabar com a exclusividade dos trabalhadores. Essa exclusividade é que mantém a economia da nossa cidade e do nosso país. Nós vamos trabalhar junto com os sindicatos para manter essa exclusividade”.
O presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, Fernando da Luz, conhecido como Nando, alertou para as consequências drásticas caso o projeto seja aprovado da forma como está:
“A PL, Projeto de Lei 733, se ele for para a votação da forma como ele está, praticamente destrói a nossa vida porque não teremos mais emprego. Os trabalhadores de hoje sem empregos se transformam em mendigos, em morador de rua. A força de trabalho será precarizada, ou seja, qualquer trabalhador poderá entrar no cais como um suposto pretendente ao emprego.
E é claro que nesse momento ele não vai ter representatividade, ele vai ganhar um salário, se ele for empregado, vai ganhar um salário mínimo. Então, a PL 733 prevê com isso a extinção do órgão gestor e prevê com isso a extinção dos sindicatos.
E isso, realmente, para nós é o fim da nossa história como trabalhadores, como pais de família, e é praticamente o fim do comércio parnanguara como um todo.
“A categoria promete continuar acompanhando de perto os desdobramentos da votação em Brasília.
Imagem: Clic Litoral
