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SETEMBRO AMARELO: MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS MERECEM ATENÇÃO

Profissionais da Educação orientam famílias sobre sinais de alerta e importância do diálogo

Durante o Setembro Amarelo, período de conscientização sobre a valorização da vida, profissionais da rede municipal de ensino reforçam a importância de observar mudanças no comportamento das crianças.

Nem sempre os pequenos conseguem explicar o que estão sentindo. Por isso, alterações na forma de agir, no relacionamento com colegas e professores ou até mesmo no desempenho escolar podem indicar que algo não está bem.

A pedagoga e orientadora educacional Evelise Guilherme, da Escola Municipal Professora Sully da Rosa Vilarinho, explica que um dos principais sinais de atenção é quando a criança passa a apresentar um comportamento diferente daquele que era habitual.

Agressividade ou irritabilidade repentina, choro frequente, isolamento, perda de interesse pelas atividades, dificuldade de concentração e reclamações físicas recorrentes, como dores de cabeça ou de barriga, estão entre os sinais que podem ser observados.

“A percepção passa pela frequência, intensidade e duração daquele comportamento. Não é um dia ruim isolado, mas uma mudança que se sustenta por dias ou semanas e que começa a prejudicar a convivência, a aprendizagem ou o bem-estar da própria criança”, explica.

A professora Rosiane Trigo, que atua no Ensino Fundamental – Anos Iniciais nas escolas municipais Nascimento Júnior e Presidente Castelo Branco, também chama atenção para mudanças na aprendizagem e na convivência.

“Tristeza, apatia, distração ou até mesmo violência e nervosismo” são alguns dos comportamentos que podem despertar preocupação.

ACOLHIMENTO É FUNDAMENTAL

Ao perceber uma mudança, a orientação é evitar pressionar a criança para que fale imediatamente. O acolhimento pode acontecer por meio de uma conversa tranquila, uma brincadeira ou atividades que facilitem a expressão dos sentimentos.

“Não forçar a criança a falar. Às vezes, apenas sentar ao lado, oferecer um copo d’água ou dar uma pequena tarefa ao seu lado já ajuda a baixar a guarda”, orienta Evelise.

O desenho e o brincar também podem ajudar, principalmente quando a criança ainda encontra dificuldades para explicar o que está sentindo.

“O desenho é uma ponte maravilhosa para que a gente pergunte: ‘Me conta a história desse desenho?’ e deixe a criança elaborar suas emoções”, afirma.

ESCOLA E FAMÍLIA PRECISAM ESTAR JUNTAS

Quando uma mudança de comportamento é percebida, a aproximação entre escola e família passa a ser importante. Os profissionais da Educação acompanham a criança durante a rotina escolar, enquanto os familiares conhecem seu comportamento e sua história dentro de casa.

“A abordagem nunca deve ser de acusação ou diagnóstico, mas de parceria e cuidado. Essa união passa para a criança a mensagem mais importante: “Nós estamos juntos para cuidar de você”, destaca Evelise.

A professora Rosiane também reforça que essa aproximação pode ajudar a identificar situações que precisam de atenção antes que se agravem.

Para o secretário municipal de Educação e Ensino Integral, Thiago Casas do Nascimento, o papel da escola vai além do aprendizado e também envolve o cuidado com o bem-estar dos estudantes.

“A Educação tem um papel essencial no acolhimento e na valorização da vida. Nossas escolas são espaços de aprendizagem, mas também de escuta, cuidado e atenção ao bem-estar dos estudantes. Neste Setembro Amarelo, reforçamos o compromisso de uma educação que reconhece sentimentos, incentiva o diálogo e mostra que pedir ajuda é sempre importante.”

O cuidado com a saúde emocional desde a infância também contribui para que as crianças aprendam a reconhecer seus sentimentos e entendam que buscar ajuda é importante.

“Falar sobre saúde emocional com crianças não é falar sobre morte, mas sim sobre valorização da vida, afeto e autoconhecimento”, conclui Evelise.

Fonte: Prefeitura de Paranaguá

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