A queda de cabelo, muitas vezes tratada apenas como questão estética, pode ter causas diferentes e exigir acompanhamento médico. Em alguns casos, o problema tem tratamento pelo SUS — desde que identificado corretamente e o quanto antes.
No Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, unidade pública especializada, pacientes recebem diagnóstico e tratamento para diferentes tipos de alopecia, condição popularmente conhecida como calvície. O atendimento é voltado a casos encaminhados pela rede pública de saúde.
Embora não seja considerada uma doença grave do ponto de vista físico, a alopecia pode impactar diretamente a autoestima e a qualidade de vida, podendo até desencadear problemas emocionais.
NEM TODA QUEDA DE CABELO É IGUAL
Especialistas explicam que existem diferentes tipos de alopecia, e identificar corretamente cada caso é fundamental para definir o tratamento.
Nos casos mais comuns, como a alopecia androgenética (de origem genética), não há cura, mas existem formas de controlar a queda. Já situações como o eflúvio telógeno, geralmente ligado a estresse ou doenças, podem ser temporárias.
Outro tipo é a alopecia areata, que causa falhas em áreas específicas do couro cabeludo. Apesar de não ter cura definitiva, pode ser tratada e os fios podem voltar a crescer.
Por outro lado, há casos mais graves, como as alopecias cicatriciais, em que ocorre destruição do folículo capilar — nesses casos, a perda é permanente.
O QUE PODE CAUSAR A QUEDA
A queda de cabelo pode surgir de várias formas: desde pequenas falhas até perda generalizada dos fios. Entre as causas estão fatores genéticos, estresse, doenças, uso excessivo de produtos químicos e até penteados muito apertados, que acabam danificando o couro cabeludo.
A recomendação é procurar avaliação médica ao notar queda acentuada ou alterações incomuns. Profissionais da área estética podem ajudar a identificar o problema, mas o diagnóstico deve ser feito por dermatologistas.
COMO BUSCAR ATENDIMENTO PELO SUS
Quem precisa de avaliação deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A partir daí, se houver necessidade, o paciente é encaminhado para atendimento especializado.
As consultas no hospital de referência são agendadas pelas próprias unidades de saúde, por meio do sistema estadual. Ou seja, não é possível marcar diretamente — o primeiro passo é sempre passar pela UBS.
O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença: em muitos casos, iniciar o tratamento rapidamente evita a progressão da queda e aumenta as chances de recuperação dos fios.
Fonte: AEN.
