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PERIGO INVISÍVEL NO MAR: BOMBEIROS ALERTAM PARA QUEIMADURAS POR ÁGUA-VIVA NO LITORAL DO PARANÁ

Segundo os bombeiros, a presença desses animais varia conforme ventos, movimentos do mar e questões ambientais, sem um padrão fixo a cada temporada. Dias com vento forte costumam trazer mais caravelas para a faixa de areia, aumentando o risco de acidentes.​

As caravelas têm aparência semelhante a uma “bexiga” azul-arroxeada que flutua na superfície, enquanto as águas-vivas lembram um sino transparente, muitas vezes quase invisível na água. Quando tentáculos ou exemplares inteiros são vistos no raso ou na areia, a orientação é evitar entrar no mar.​

A dor intensa ocorre porque os tentáculos liberam uma toxina de ação digestiva, que reage imediatamente ao contato com a pele. A capitã Tamires Silva Pereira explica que se trata de uma “queimadura química”, já que a substância é produzida para neutralizar e digerir presas no ambiente marinho.​

Ao sofrer a queimadura, o primeiro passo é sair da água e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível para aplicação direta sobre a área afetada. Depois, a região deve ser lavada com água do mar, e a pessoa precisa se abrigar do sol e observar a evolução do quadro.​

Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias exigem atenção especial, principalmente quando a queimadura atinge áreas como tórax, pescoço e proximidades das vias aéreas. Em situações de febre, dificuldade para respirar, dor persistente ou sinais de reação alérgica, é indispensável buscar atendimento médico.​

Os bombeiros alertam que práticas populares, como usar água doce, gelo, álcool ou urina, não devem ser feitas, pois podem piorar a lesão ao aumentar a área de contato da toxina. A recomendação é seguir apenas a orientação dos guarda-vidas e dos profissionais de saúde.​

Para prevenir acidentes, a melhor estratégia é reduzir a área de pele exposta ao entrar no mar, especialmente em crianças e idosos. O uso de camisetas e bermudas em tecido de elastano, próprias para atividades aquáticas, ajuda a proteger regiões mais sensíveis, como pescoço, tórax e virilha.​

Os guarda-vidas também reforçam essas orientações diretamente nos postos do Litoral e pelas redes sociais do Corpo de Bombeiros, sempre que há maior presença de águas-vivas e caravelas. Em qualquer emergência no mar, o telefone 193 deve ser acionado para atendimento rápido.​

Fotos: CBMPR

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