Sesa reforça vacinação, busca ativa e monitoramento em todos os municípios
O Paraná mantém doenças graves erradicadas graças à vacinação contínua e à vigilância ativa coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) junto aos 399 municípios.
Segundo a Sesa, o Estado não registra poliomielite desde 1989, e também mantém sob controle a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano neonatal.
A secretaria alerta, porém, que a queda nas coberturas vacinais aumenta o risco de reintrodução, especialmente por causa da circulação de vírus e bactérias em outras regiões do mundo.
A estrutura formada pelo Estado envolve investigação imediata de casos suspeitos, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial e análise epidemiológica. Em situações de risco, equipes aplicam a chamada vacinação de bloqueio — imunizando pessoas que vivem ou convivem próximo ao caso suspeito.
Para evitar retrocessos, a Sesa intensificou ações de recuperação vacinal, campanhas de conscientização e busca ativa de crianças não imunizadas. O Estado também monitora indicadores vacinais e oferece apoio técnico às secretarias municipais.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Davi Lopes, destaca que a ausência dessas doenças no dia a dia não é sinônimo de segurança total. “Muitas gerações já não conviveram com essas doenças e, por isso, acabam não percebendo a gravidade delas. A vigilância precisa ser constante”, disse.
Além das ações contra poliomielite e rubéola, o Paraná avançou no combate ao tétano neonatal por meio da vacinação materna e melhorias no pré-natal e na assistência ao parto.
O Estado também registra conquistas em controle de sífilis e HIV, com a eliminação da transmissão vertical do HIV e o Selo Bronze em Sífilis; 16 municípios receberam certificações relacionadas a essas áreas.
A Sesa lembra que todas as vacinas do calendário nacional estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Paraná e reforça a importância de atualizar a carteira vacinal em todas as idades.
Fonte: AEN
