A Secretaria de Saúde do Paraná reforçou o alerta para vacinação contra o sarampo após a confirmação do primeiro caso importado da doença no Brasil em 2026. O registro foi feito em São Paulo e envolve um bebê de seis meses que havia viajado recentemente para a Bolívia.
Embora o país tenha sido reconhecido novamente como livre do sarampo em 2024 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), autoridades de saúde estão preocupadas com o aumento de casos nas Américas.
Nos primeiros meses de 2026, mais de 1.030 casos foram confirmados no continente, número 45 vezes maior do que no mesmo período do ano passado.
Vacina está disponível nas unidades de saúde
No Paraná, a vacina contra sarampo — que faz parte da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) — está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde.
O esquema recomendado é:
- Crianças:
- 1ª dose aos 12 meses
- 2ª dose aos 15 meses
- Jovens e adultos até 29 anos:
- duas doses
- Adultos de 30 a 59 anos:
- uma dose
- Profissionais de saúde:
- duas doses, independentemente da idade
Em 2025, o estado registrou 96,9% de cobertura na primeira dose e 89,7% na segunda, uma das maiores taxas do país.
Sintomas exigem atenção
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode ser transmitido antes mesmo do surgimento dos sintomas.
Os principais sinais são:
- febre alta
- manchas vermelhas na pele
- tosse
- coriza
- conjuntivite
Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico rapidamente para avaliação e notificação do caso.
Atenção redobrada para quem vai viajar
Autoridades também recomendam que pessoas que planejam viajar verifiquem a situação vacinal pelo menos 30 dias antes da viagem, especialmente para países onde há registro de surtos, como Argentina, Bolívia e Paraguai.
A vacina não é indicada para gestantes, e mulheres em idade fértil devem evitar engravidar por até um mês após a vacinação.
A orientação das autoridades de saúde é simples: manter a carteira de vacinação atualizada continua sendo a principal forma de evitar que o sarampo volte a circular no país.
Fonte: AEN.
