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OFICINAS GRATUITAS CELEBRAM CULTURA AFROINDÍGENA EM MORRETES PROJETO PORTO DE CIMA CULTURAL SEGUE COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Projeto Porto de Cima Cultural oferece oficinas gratuitas que valorizam a memória afroindígena em Morretes

O Projeto Porto de Cima Cultural está com inscrições abertas para oficinas gratuitas de arte, cultura, acessibilidade, turismo e educação ambiental em Morretes. As atividades começaram em fevereiro, seguem até agosto e são voltadas para crianças, adolescentes e adultos do município.

As oficinas acontecem semanalmente no Barracão São Sebastião, em Porto de Cima. Mesmo com o projeto em andamento, novos participantes ainda podem se inscrever e acompanhar os próximos encontros. As inscrições são feitas pela internet, em formulário disponível neste link: https://forms.gle/Ror1Nh7sPwypGsYs6.

A programação busca ampliar o acesso à cultura dentro do próprio território e valorizar as histórias e identidades negras e indígenas que fazem parte da formação de Porto de Cima e de São João da Graciosa, em Morretes. Entre as atividades oferecidas estão teatro, desenho, música, construção de instrumentos percussivos, breaking, educação ambiental, turismo de base comunitária, produção de eventos e curso de Libras.

Moradora de Porto de Cima, Cristiane da Silva se interessou pelo projeto assim que soube da iniciativa e destaca a variedade de opções para a comunidade. “É uma iniciativa maravilhosa. Tem curso de Libras, turismo de base comunitária, pintura, atividades artísticas e teatro. Eu queria ter participado de todas as oficinas, mas não conseguia conciliar”, relata.

Ela também aponta que muitos moradores ainda não perceberam o impacto das oficinas para o bairro. “Eu falo para as pessoas que elas perderam um ótimo curso. Estamos fazendo algumas coisas para fazer a diferença em Porto de Cima. Não me lembro de termos recebido outro projeto assim. Acredito que os resultados serão ainda maiores no futuro, principalmente pelo resgate da cultura negra da nossa região”, afirma.

O Projeto Porto de Cima Cultural foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura, por meio do Edital Viva Cultura. Ao longo de seis meses, o projeto envolve diferentes públicos em ações ligadas à arte, patrimônio, acessibilidade, meio ambiente e desenvolvimento comunitário.

Segundo a diretora de produção e responsável pelas oficinas de teatro, Kamylla Paola dos Santos, o foco está na memória e no pertencimento da população local. “O projeto nasce da urgência de fortalecer memória, pertencimento e acesso à cultura dentro do próprio território. Cultura é direito, mas também é ferramenta de transformação social”, afirma.

Uma das iniciativas previstas é o Lata Afro Groove, primeiro bloco afro da região de Porto de Cima, com oficinas de música e construção de instrumentos percussivos com materiais alternativos. A programação inclui ainda atividades de letramento racial para professores das escolas rurais de Porto de Cima e educadores de Morretes, com práticas voltadas a uma educação antirracista.

Também estão programadas duas apresentações de histórias afroindígenas nas escolas do bairro, com Marcel Malê e a cacique guarani Juliana Kerexu Mirim Mariano, com interpretação em Libras. Ao final do projeto, serão produzidos vídeos documentais sobre o processo e um catálogo digital de espaços e personalidades negras e indígenas de Porto de Cima e de outras regiões de Morretes.

O encerramento das atividades está previsto para o Festival Marumbi, marcado para os dias 22 e 23 de agosto, na praça de Porto de Cima, com exposição dos trabalhos e experiências desenvolvidos ao longo das oficinas.

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