Conviver chega à cidade com R$ 878,3 mil para ações em áreas históricas habitadas por comunidades de baixa renda
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve em Paranaguá nesta quarta-feira (17) para lançar o Programa Conviver do Iphan, voltado à gestão colaborativa do patrimônio em áreas históricas habitadas por comunidades de baixa renda.
A visita começou no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE/UFPR). Depois, a ministra caminhou pelo Centro Histórico, conheceu o patrimônio local e participou de atividades no prédio do Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha.
No instituto, que sofreu um incêndio recentemente, Margareth Menezes acompanhou o local e afirmou apoio federal. “Estive dentro da escola que pegou fogo e quero dizer que podem contar conosco para que possamos reerguer parte dessa história e preservar as memórias que ali foram construídas. O Governo Federal estará avaliando e acompanhando de perto a situação do instituto que lamentavelmente foi tomado pelo fogo”, disse a ministra.
Durante a passagem, a ministra assistiu à apresentação de Fandango caiçara promovida pela Associação Mandicuera, manifestação tradicional do litoral paranaense reconhecida como patrimônio cultural brasileiro. Ela também prestigiou o barreado, prato típico de Paranaguá.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, José Reis de Freitas Neto, participou da cerimônia e destacou que a visita já estava programada antes da tragédia no instituto. “A situação apenas reforçou a importância deste encontro e do diálogo sobre a preservação da nossa memória e dos nossos espaços históricos. Ficamos felizes em apresentar nossas demandas e receber o compromisso do Governo Federal em apoiar a valorização e a recuperação do nosso patrimônio cultural”, afirmou.
O Programa Conviver é realizado em parceria com a UFPR e recebeu R$ 878,3 mil por emendas parlamentares. A iniciativa reúne universidades, estudantes, técnicos e moradores para ações de conservação, educação patrimonial e assistência técnica, com foco na valorização de saberes, memórias e práticas das comunidades.
Fonte: Prefeitura de Paranaguá
