Uso de material cortante em pipas coloca vidas em risco e gera prejuízo à saúde pública
O uso de cerol e linha chilena voltou a causar problemas sérios em Paranaguá. Entre os dias 27 e 30 de julho, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) João Pereira e a Farmácia 24h Ivo Petry Maciel, no bairro Vila Itiberê, ficaram sem internet por causa do rompimento de um cabo — provocado por linha de pipa com material cortante. A queda na conexão afetou o atendimento à população, prejudicando o acesso a prontuários e impedindo a liberação de medicamentos controlados.
A secretária municipal de Saúde, Patricia Muzetti Vianna Scacalossi, lamentou a situação. “É um prejuízo direto a setores fundamentais para o atendimento da população. Além disso, o uso de cerol representa risco à integridade física de pacientes que já saem debilitados das unidades de saúde”, disse.
O comandante da Guarda Civil Municipal, Ivan Luiz Bernardi, também fez um alerta. “Soltar pipa é uma tradição saudável, mas precisa ser feita com responsabilidade. O uso de cerol pode provocar acidentes gravíssimos, inclusive fatais, especialmente com motociclistas”, reforçou.
A Guarda Municipal tem intensificado as fiscalizações, principalmente nos fins de semana. A maioria dos casos envolve menores de idade. Os materiais ilegais são recolhidos e encaminhados à central da GCM.
Tanto a legislação municipal (Lei nº 415/10) quanto a estadual já proíbem o uso, posse, fabricação e comercialização de cerol e linha chilena. As multas variam e podem ultrapassar R$ 2 mil.
Além do risco à saúde e à vida, o uso de cerol já provoca danos aos serviços públicos essenciais. A orientação das autoridades é clara: brinque com segurança e sem colocar outras pessoas em risco.
📞 Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone da Guarda Civil Municipal: (41) 3421-1846.
Fonte: Prefeitura de Paranaguá
