O BlaBlaCar é um serviço de caronas compartilhadas pagas que liga motoristas com lugares disponíveis a passageiros que seguem para o mesmo destino, permitindo a divisão de despesas, como combustível e pedágios.
Segundo a BlaBlaCar, o aplicativo atua em 21 países e o Paraná teria sido o primeiro lugar do mundo a cancelar as atividades da plataforma. Aproximadamente dois milhoes de pessoas foram prejudicadas com a decisão, alegou a empresa.
A suspensão foi determinada em 30 de dezembro de 2024, após uma ação judicial movida pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (FEPASC) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado do Paraná (RODOPAR). As entidades contestavam o modelo de operação da BlaBlaCar, alegando que a atividade caracterizaria transporte clandestino de passageiros.
Ao analisar um recurso movido pela BlaBlaCar, o desembargador Abraham Lincoln Calixto, da 4ª Câmara Cível do TJ-PR, decidiu revogar a proibição, permitindo que a plataforma voltasse a operar no estado.
Na decisão, o magistrado destacou que não há provas de que a BlaBlaCar seja um serviço comercial ou lucre com as caronas, afirmando que a plataforma funciona apenas para dividir custos entre motoristas e passageiros, sem ser um transporte intermunicipal pago.
“Agradecemos o apoio dos nossos 2 milhões de usuários no Paraná, que durante todo o período de suspensão se manifestaram quase diariamente nas redes sociais e em nossos canais de atendimento, pedindo o retorno da oferta de caronas no estado” afirmou Tatiana Matos, diretora-geral da BlaBlaCar no Brasil.
A decisão da Justiça do Paraná em permitir o retorno da BlaBlaCar ao estado marca um desfecho importante para o modelo de caronas compartilhadas. Apesar das alegações de entidades do setor de transporte sobre a prática ser irregular, o tribunal concluiu que a plataforma funciona de forma colaborativa, sem fins lucrativos. Isso reflete uma mudança na maneira como os serviços de transporte são vistos, destacando a crescente aceitação de modelos mais flexíveis e econômicos.
Com a revogação da proibição, o serviço poderá continuar oferecendo uma alternativa acessível para quem precisa viajar a preços mais baixos.

