Reajuste passa a valer em janeiro, com correção pela inflação e aumento real limitado a 2,5%, impactando trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais em todo o país.
O governo federal confirmou que o salário mínimo nacional será de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026, valor que substitui os atuais R$ 1.518. O aumento representa reajuste de aproximadamente 6,79%, resultado da soma da inflação acumulada pelo INPC em 12 meses e do ganho real calculado sobre o crescimento do PIB de anos anteriores.
Na prática, o novo valor começa a ser considerado para pagamentos referentes a janeiro, que entram no bolso do trabalhador em fevereiro. A mudança também reajusta automaticamente benefícios como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e o piso de programas sociais vinculados ao salário mínimo.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o valor final de R$ 1.621 resulta do cálculo previsto em lei, que chegou a R$ 1.620,99 e foi arredondado para cima. A confirmação veio após a divulgação oficial do INPC, índice usado como base para a correção anual do piso nacional.
O governo vinha trabalhando com projeções um pouco diferentes ao longo do ano, mas fechou o valor definitivo após atualizar os dados de inflação, mantendo a política de reajuste que combina reposição inflacionária e ganho real limitado a 2,5%. Com isso, milhões de brasileiros que recebem pelo piso nacional terão um acréscimo de R$ 103 na remuneração bruta mensal a partir de 2026.
