Criminosos usam WhatsApp, Instagram e Facebook para enganar vítimas e conseguir transferências via Pix
Os golpes aplicados pelo WhatsApp e pelas redes sociais continuam fazendo vítimas em todo o Brasil em 2026. Criminosos têm usado mensagens falsas, perfis clonados e promessas de dinheiro fácil para enganar pessoas e conseguir transferências via Pix.
Um dos golpes mais comuns é o do “número novo”. Nesse caso, o golpista utiliza a foto de uma pessoa encontrada nas redes sociais e envia mensagens para familiares e amigos dizendo que trocou de telefone. Depois de ganhar a confiança da vítima, pede dinheiro alegando uma emergência.
Outro golpe frequente é a clonagem do WhatsApp. Os criminosos entram em contato fingindo representar empresas ou serviços e solicitam o código de verificação enviado por SMS. Com esse código, conseguem acessar a conta da vítima e passam a pedir dinheiro para seus contatos.
Também crescem os golpes que prometem indenizações, benefícios, sorteios e valores a receber. As mensagens costumam circular pelo WhatsApp, Facebook, Instagram e TikTok. Ao clicar nos links, a vítima é direcionada para páginas falsas que solicitam dados pessoais ou cobram taxas para liberar um valor que não existe.
Levantamentos recentes mostram que o WhatsApp segue como um dos principais canais utilizados pelos criminosos. Em muitos casos, as fraudes começam em redes sociais abertas e depois migram para aplicativos de mensagens, onde os golpistas tentam convencer as vítimas a fazer pagamentos por Pix.
Especialistas em segurança orientam que qualquer pedido de dinheiro recebido por mensagem deve ser confirmado por ligação ou videochamada. Também é recomendado ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp e nunca compartilhar códigos enviados por SMS.
Outra orientação é desconfiar de ofertas muito vantajosas, promessas de dinheiro fácil e mensagens que criam senso de urgência. Bancos e instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de segurança ou transferências para resolver problemas em contas.
Com os golpes cada vez mais sofisticados, a principal arma continua sendo a atenção. Antes de clicar em links, compartilhar informações ou realizar pagamentos, a recomendação é parar, verificar a origem da mensagem e confirmar a informação por canais oficiais.
Fonte: Polícia Federal, Federação Brasileira de Bancos e Agência Brasil
