Capacitação busca melhorar diagnóstico e atendimento em todo o Paraná
O Governo do Estado abriu 300 vagas para um curso de especialização voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A formação é destinada a profissionais de nível superior que atuam no SUS em todo o Paraná.
As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 31 de maio de 2026. O cadastro deve ser feito por meio de formulário eletrônico. A seleção será classificatória, levando em conta a experiência no SUS e a formação dos candidatos.
FORMAÇÃO TERÁ AULAS ONLINE E ENCONTROS PRESENCIAIS
O curso terá carga horária total de 195 horas. A maior parte será realizada de forma online, com 175 horas a distância. Outras 20 horas serão presenciais, com atividades previstas em cidades-polo como Curitiba, Foz do Iguaçu, Apucarana e Maringá.
A aula inaugural está marcada para o dia 23 de junho de 2026.
A iniciativa tem como objetivo qualificar os profissionais da saúde, fortalecendo o diagnóstico precoce e o atendimento humanizado desde a atenção básica. A proposta é melhorar o acolhimento nas unidades de saúde e garantir mais eficiência no cuidado com pessoas com TEA.
“O investimento que fazemos e a nossa preocupação são ampliar a capacidade de acolher e diagnosticar pessoas com TEA. O caminho para tirar dúvidas e identificar se a pessoa sofre ou não de algum transtorno é o atendimento primário da saúde, nas Unidades Básicas de Saúde, a equipe deve estar preparada para receber e atender as pessoas”, afirmou o secretário estadual da Saúde.
O curso faz parte de um conjunto de ações da Secretaria de Estado da Saúde para fortalecer a rede de atendimento. Só na capacitação de profissionais, o investimento ultrapassa R$ 3,3 milhões.
O Paraná também mantém parceria internacional para qualificação na área, com foco na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Na primeira edição do curso, realizada anteriormente, mais de 350 profissionais participaram da formação.
O Transtorno do Espectro do Autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação social e o comportamento. O diagnóstico é clínico e feito a partir da observação e histórico do paciente, sem exames laboratoriais específicos.
Fonte: AEN.
Imagem: SESA.
