Uma operação policial de grande porte desarticulou parte de uma organização criminosa que atuava no bairro Parolin, em Curitiba, e movimentou cerca de R$ 30,5 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, 11 pessoas foram presas nesta sexta-feira (24).
A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Paraná e pela Polícia Militar do Paraná, com cumprimento de mandados também em Itapema e Maceió. Cerca de 150 policiais participaram da ofensiva, que contou com apoio de helicópteros e cães farejadores.
Além das prisões, a Justiça autorizou 15 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas e bens ligados ao grupo. Segundo a investigação, a organização operava um esquema sofisticado para esconder o dinheiro do crime, usando depósitos fracionados em caixas eletrônicos, contas de terceiros e empresas de fachada.
ESQUEMA MILIONÁRIO E COMANDO À DISTÂNCIA
As apurações começaram em junho de 2025, após uma série de crimes violentos ligados à disputa pelo controle do tráfico na região. Com o enfraquecimento de um grupo rival, a organização investigada passou a dominar o território, transformando casas em pontos de armazenamento de drogas, armas e apoio logístico.
De acordo com a polícia, o comando do esquema era feito à distância. Os líderes estavam fora do estado e, mesmo assim, conseguiam coordenar as atividades no Paraná, contando com integrantes locais para a execução das operações.
Durante a ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, uma arma de fogo e veículos usados pelo grupo. Em investigações anteriores, os policiais já haviam localizado uma “casa cofre” com quase meio milhão de reais em dinheiro vivo.
Além do tráfico, os suspeitos também são investigados por envolvimento em homicídios na região metropolitana, incluindo um duplo assassinato registrado neste ano em Almirante Tamandaré.
A operação teve como foco não só as prisões, mas também o bloqueio financeiro da organização — estratégia que busca enfraquecer o funcionamento do grupo ao cortar o fluxo de dinheiro ilegal.
Fonte: AEN.




