A concessão do Canal de Acesso Aquaviário ao Porto de Paranaguá, leiloada em outubro na B3, foi homologada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, confirmando o Consórcio Canal Galheta Dragagem como responsável pela gestão pelos próximos 25 anos. O grupo é formado por três empresas e assume a missão de executar um amplo pacote de obras para modernizar a entrada marítima do porto paranaense.
Segundo a Portos do Paraná, o modelo de concessão foi desenhado ao longo de estudos técnicos para garantir vantagens ao Estado, aos operadores e ao futuro concessionário, dentro das exigências da Antaq. A homologação veio após a análise de todos os trâmites da licitação, abrindo caminho para a assinatura do contrato e para o início da nova fase de investimentos.
Com o contrato assinado, o consórcio terá de apresentar o projeto executivo e, em seguida, iniciar os trabalhos, começando por levantamentos batimétricos e hidrográficos nos dois primeiros anos, etapa essencial para definir com precisão as intervenções no canal. O planejamento inclui estudos ambientais, de engenharia e de navegação, preparando o terreno para as obras de alargamento, derrocagem e aprofundamento.
O pacote de melhorias soma cerca de R$ 1,22 bilhão e prevê, além do aprofundamento, dragagens de manutenção contínuas e a implantação de um sistema de sinalização para reforçar a segurança da navegação. A meta é elevar o calado operacional de 13,3 metros para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, permitindo que os navios saiam de Paranaguá com até mil contêineres a mais ou cerca de 14 mil toneladas adicionais de granéis vegetais sólidos.
A cobrança pela utilização da infraestrutura será feita por meio de tarifa paga por todas as embarcações que acessam os portos paranaenses, com redução inicial de 12,63% em relação ao valor atual. A concessionária só passará a receber a tarifa cheia, com possibilidade de ajustes graduais, depois de cumprir o cronograma de obras previsto no edital e no contrato de concessão.
