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BOMBEIROS DO PARANÁ PASSAM POR TREINAMENTO PARA ATENDER PESSOAS AUTISTAS EM EMERGÊNCIAS

O atendimento a pessoas com autismo em situações de emergência está passando por mudanças no Paraná. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná começou a capacitar profissionais para lidar com ocorrências envolvendo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco em reduzir riscos e tornar o atendimento mais seguro e humanizado.

A iniciativa ganha destaque neste 2 de abril, data do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas para incentivar inclusão e preparo de profissionais que atuam diretamente com o público.

Desde 2022, os bombeiros passaram a seguir orientações específicas durante ocorrências com pessoas autistas. As diretrizes incluem cuidados com estímulos sensoriais, como reduzir sirenes, luzes fortes e contato físico brusco, além de priorizar comunicação mais clara e calma.

Na prática, em acidentes de trânsito ou resgates, por exemplo, a equipe pode diminuir o volume dos rádios e desligar sinais luminosos para evitar sobrecarga sensorial e ajudar a acalmar a vítima.

Capacitação ampliada

Em 2025, o treinamento ganhou um curso online para ampliar o alcance entre os profissionais. O conteúdo apresenta protocolos de abordagem, identificação de comportamentos e técnicas para conduzir situações de crise com mais segurança.

  • Cerca de 95 bombeiros e brigadistas já participaram da capacitação
  • Mais de mil profissionais de outros estados também realizaram o curso
  • O treinamento ainda é opcional, mas pode ser ampliado para outras áreas do serviço público

A capacitação impacta diretamente:

  • Pessoas com autismo atendidas em emergências
  • Familiares e responsáveis presentes nas ocorrências
  • Equipes de resgate, que ganham mais segurança na atuação

O conteúdo também poderá ser compartilhado com servidores de saúde e educação, ampliando o preparo de profissionais que lidam com o público diariamente.

A expectativa é que, com mais bombeiros treinados, o atendimento em emergências se torne mais adaptado às necessidades de pessoas autistas, reduzindo crises e aumentando a eficiência das operações.

Fonte: AEN.

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