A 40ª Festa Feira Agrícola e Artesanal de Morretes, que deveria ser vitrine de tradição e união, começa sob forte crítica. A barraca da APAE foi colocada fora do fluxo principal do evento, dentro do pátio da Prefeitura, longe da circulação natural do público.
A decisão levanta uma pergunta inevitável: por quê?
Há décadas, a APAE ocupa espaços de fácil acesso justamente por um motivo claro — a instituição atende mais de 80 famílias e depende da visibilidade para arrecadar recursos que mantêm atendimentos essenciais.
Neste ano, esse histórico foi ignorado.
Em nota enviada ao Clic Litoral, a APAE afirma que não teve qualquer poder de escolha sobre o local.
“Por se tratar de uma entidade filantrópica — que não realiza pagamento de espaço para instalação —, não temos o direito de escolha e a definição do local da barraca fica sob responsabilidade da organização do evento”, informou.
A própria entidade reconhece o impacto da decisão.
“Causou estranheza pelo local afastado, mas ainda assim, reafirmamos nossa participação com o mesmo compromisso”, diz o comunicado.
Mas o ponto central segue sem resposta:
qual foi o critério para afastar justamente quem mais precisa de visibilidade?
Enquanto outras barracas permanecem no trajeto principal, a APAE foi direcionada a um espaço onde o acesso exige deslocamento intencional — o que, na prática, pode significar menos público e menos arrecadação.
PREFEITURA NÃO EXPLICA
O Clic Litoral buscou esclarecimentos com a Secretaria de Comunicação e também com o secretário de Agricultura, Gustavo Kemmer.
Até o fechamento desta matéria, nenhum dos contatos foi respondido.
NÃO É SÓ UMA BARRACA
A APAE não é apenas mais um ponto de venda.
É uma instituição que sustenta atendimentos, oferece suporte a famílias inteiras e depende diretamente da participação popular.
Colocar essa estrutura fora do alcance do público principal não é um detalhe — é uma escolha que impacta diretamente quem mais precisa.
CLIC LITORAL SE POSICIONA
O Clic Litoral é solidário à APAE e reforça o apelo à população:
vá até o pátio da Prefeitura, procure a barraca da instituição e contribua.
Se a organização afastou, cabe à comunidade aproximar.
A solidariedade não pode ser escondida.
