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ALÉM DO USO, DESCARTE INCORRETO DE CANETAS PREOCUPA AUTORIDADES

Canetas emagrecedoras exigem cautela Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O uso das chamadas canetas emagrecedoras cresceu, mas elas não foram criadas para emagrecimento estético. O medicamento foi desenvolvido para tratar diabetes tipo 2 e pacientes pré-diabéticos. A perda de peso acontece como efeito secundário, porque a medicação aumenta a sensação de saciedade e retarda o esvaziamento do estômago.

Autoridades de saúde alertam que o uso sem indicação médica pode causar complicações.

Quais são os riscos?

Em pessoas sem sobrepeso ou sem alteração na glicose, o uso pode provocar:

Hipoglicemia (queda rápida do açúcar no sangue)

Tremores, tontura e sudorese

Confusão mental

Pancreatite (inflamação do pâncreas), em casos mais graves

O medicamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existe tratamento gratuito para obesidade?

Sim. No Paraná, o atendimento começa pela Unidade Básica de Saúde (UBS).

Se houver indicação, o paciente é encaminhado ao endocrinologista, que solicita exames, avalia o perfil metabólico e define o tratamento adequado. A medicação só deve ser utilizada com prescrição e acompanhamento.

Descarte: ponto importante e pouco falado

Canetas e agulhas não podem ir para o lixo comum nem reciclável, elas possuem material perfurocortante e resíduo biológico, que podem:

Ferir coletores

Transmitir doenças

Contaminar solo e água

O descarte correto é:

Colocar agulhas e canetas usadas em recipiente plástico rígido com tampa rosqueável (exemplo: embalagem de amaciante).

Fechar quando atingir 2/3 da capacidade.

Identificar como “resíduo perfurocortante”.

Levar até uma UBS, que funciona como ponto de entrega.

A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é clara: medicamento para controle de peso não deve ser usado por conta própria. Avaliação médica é indispensável.

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