O uso das chamadas canetas emagrecedoras cresceu, mas elas não foram criadas para emagrecimento estético. O medicamento foi desenvolvido para tratar diabetes tipo 2 e pacientes pré-diabéticos. A perda de peso acontece como efeito secundário, porque a medicação aumenta a sensação de saciedade e retarda o esvaziamento do estômago.
Autoridades de saúde alertam que o uso sem indicação médica pode causar complicações.
Quais são os riscos?
Em pessoas sem sobrepeso ou sem alteração na glicose, o uso pode provocar:
Hipoglicemia (queda rápida do açúcar no sangue)
Tremores, tontura e sudorese
Confusão mental
Pancreatite (inflamação do pâncreas), em casos mais graves
O medicamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Existe tratamento gratuito para obesidade?
Sim. No Paraná, o atendimento começa pela Unidade Básica de Saúde (UBS).
Se houver indicação, o paciente é encaminhado ao endocrinologista, que solicita exames, avalia o perfil metabólico e define o tratamento adequado. A medicação só deve ser utilizada com prescrição e acompanhamento.
Descarte: ponto importante e pouco falado
Canetas e agulhas não podem ir para o lixo comum nem reciclável, elas possuem material perfurocortante e resíduo biológico, que podem:
Ferir coletores
Transmitir doenças
Contaminar solo e água
O descarte correto é:
Colocar agulhas e canetas usadas em recipiente plástico rígido com tampa rosqueável (exemplo: embalagem de amaciante).
Fechar quando atingir 2/3 da capacidade.
Identificar como “resíduo perfurocortante”.
Levar até uma UBS, que funciona como ponto de entrega.
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é clara: medicamento para controle de peso não deve ser usado por conta própria. Avaliação médica é indispensável.
