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SAÚDE VAI ATÉ AS ILHAS E ENTREGA REMÉDIOS A PACIENTES EM PARANAGUÁ

Para quem mora no Centro de Paranaguá, buscar um medicamento leva poucos minutos. Já para famílias das ilhas, a retirada de um remédio de uso contínuo podia significar atravessar o mar, pagar frete de barco e perder um dia inteiro de trabalho. Em dias de tempo fechado, o tratamento simplesmente ficava suspenso.

Hoje essa realidade mudou para 187 moradores de comunidades como Amparo, São Miguel, Piaçaguera e Ponta de Ubá. A Prefeitura mantém um programa que entrega medicamentos diretamente nas casas de pacientes que vivem em áreas de difícil acesso.

O funcionamento é organizado pela equipe EMULT. As equipes de saúde da família realizam as consultas, encaminham as receitas de uso contínuo e, após avaliação técnica, a Central de Abastecimento Farmacêutico separa os medicamentos para dois meses. A própria equipe leva até as comunidades marítimas.

A ação não se limita à entrega. Médico e profissionais de enfermagem acompanham os pacientes nas ilhas, renovam receitas e monitoram casos, principalmente de hipertensão, diabetes e transtornos de saúde mental.

A médica Dra. Ana Carollina Rizzo afirma que a principal queixa dos pacientes era a dificuldade de acesso. “O remédio em casa diminui a taxa de tratamento incompleto, as complicações e o índice de internações. Vemos um prognóstico muito melhor em pacientes com diabetes, hipertensão e questões de saúde mental”, destacou.

Nas comunidades, o impacto é direto. Maico, presidente da Associação de Moradores do Amparo, resume a mudança: “Muitas vezes o paciente parava o remédio pela dificuldade de ir buscar. Hoje, ele chega na nossa casa.”

Para Dona Elie Pinheiro, o medo de atravessar o mar em dias agitados era constante. “Tem dias que o mar está bem agitado, não podemos atravessar. E eu não posso ficar sem o remédio.”

O programa atende sete comunidades marítimas e realiza as entregas mensalmente, geralmente na segunda quinzena. A iniciativa foi apresentada no Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Brasília, como modelo para municípios com áreas isoladas.

Fonte: Prefeitura de Paranagua

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