ANUNCIE-AQUI (1)

ESCOLA FECHADA, AULAS IMPROVISADAS E AUTORIDADES AUSENTES: O CAOS NA ESCOLA DULCE EM MORRETES

Pais são chamados para reunião sem prefeito, sem secretários e quase sem vereadores; educação vira improviso

Seis meses após a assinatura de um contrato de R$ 223 mil para a reforma do telhado da Escola Municipal Dulce, em Morretes, a comunidade escolar recebeu aquilo que se tornou regra no município: nenhuma resposta concreta e nenhuma autoridade com poder de decisão.
A reunião convocada com os pais não contou com a presença do prefeito, de secretários municipais nem de vereadores em peso.

Em um problema que afeta diretamente crianças, famílias trabalhadoras e o direito básico à educação, o poder público simplesmente não apareceu.
No lugar de explicações sobre o atraso da obra, o que foi apresentado foram soluções improvisadas:

– aulas remotas a partir de segunda-feira;
– os alunos poderão ser realocados no antigo prédio da APAE;
– promessa de “tentar” uma condução específica para os alunos.

Nada foi dito sobre prazos reais de entrega da escola. Nada foi explicado sobre a responsabilidade da empresa contratada. Nada foi apresentado sobre penalidades, notificações ou medidas administrativas. A única certeza é que a escola segue fechada.

NÃO É CASO ISOLADO, É MÉTODO

Situação semelhante já foi registrada em outras unidades escolares do município, onde reformas se arrastam, reuniões são feitas às pressas e pais saem sem respostas. O padrão se repete: falta de planejamento, atraso de obra e transferência do problema para as famílias.

Pais relatam indignação. Há crianças que necessitam de professor de apoio, alunos com TEA, responsáveis que precisam trabalhar e agora precisam “se virar” diante de decisões mal explicadas e mal estruturadas.

A pergunta que ecoa é simples e incômoda:
onde estavam os vereadores de Morretes?

Por que não compareceram em peso para cobrar prazos, documentos, responsabilidades e soluções definitivas? Fiscalizar obras públicas não é favor — é obrigação constitucional.

JORNALISMO NÃO SE FAZ COM SILÊNCIO

Não é um caso isolado, é repetição. Enquanto a reforma da Escola Dulce segue atrasada e crianças ficam sem aula em condições adequadas, o município também convive com parquinhos públicos abandonados, onde meninos e meninas já se machucaram em brinquedos enferrujados e com ferro exposto. Em bairros diferentes, o cenário é o mesmo:

falta de manutenção, ausência de fiscalização e nenhuma resposta rápida do poder público. Seja dentro da escola ou nos espaços de lazer, as crianças de Morretes seguem sendo deixadas de lado, e os problemas só ganham atenção depois que alguém se fere.

O Clic Litoral não aceita respostas vagas, nem normaliza o improviso quando o assunto é educação. Este veículo acompanha contratos, cobra prazos, questiona autoridades e mostra o que realmente está acontecendo fora dos discursos oficiais.


A Prefeitura de Morretes foi questionada sobre:
– o motivo do atraso da obra;
– a previsão real de entrega da escola;
– a situação dos pagamentos do contrato;
– e quais medidas foram adotadas contra a empresa responsável.

Até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi enviada.
A comunidade segue esperando. O Clic Litoral segue fiscalizando. Porque quando o poder público se cala, o jornalismo precisa falar mais alto.

Compartilhe esta notícia:

Notícias Relacionadas