A dengue continua sendo uma preocupação constante em Paranaguá, onde a doença é considerada endêmica e pode ter períodos de aumento no número de casos ao longo do ano. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ampliou as ações de prevenção e preparação da rede de atendimento para enfrentar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Segundo o diretor-médico da Semsa, Jorge Luís Woll, “Essas capacitações são fundamentais para garantir um atendimento rápido e seguro, identificando precocemente os casos e evitando agravamentos”. Paralelamente, a Secretaria intensifica campanhas de orientação à população, explicando sintomas, principais focos do mosquito e as formas mais eficientes de combate dentro de casa e nos bairros.
Casos leves devem buscar as Unidades Básicas de Saúde, que seguem de portas abertas para acolher a população. Situações moderadas a graves devem ser encaminhadas para serviços de urgência e emergência, como a UPA 24h João Pereira ou a Unidade 24h Rodrigo Gomes, e a Secretaria reforça que a automedicação é perigosa, já que alguns remédios podem aumentar o risco de sangramentos.
O trabalho dos Agentes de Combate a Endemias segue durante todo o ano, com visitas casa a casa, orientação aos moradores, eliminação de criadouros, aplicação de inseticida em pontos estratégicos como cemitérios e ferros-velhos e Borrifação Residual Intradomiciliar em locais considerados “pontos quentes”, como escolas, unidades de saúde e hospitais. A Semsa destaca que a colaboração dos moradores, permitindo a entrada dos agentes e seguindo as orientações, é essencial para reduzir o número de focos do mosquito.
Em caso de aumento expressivo de notificações ou de uma possível epidemia, o município já tem plano de resposta rápida, inclusive com a possibilidade de reativar temporariamente o Hospital de Campanha, garantindo atendimento oportuno à população parnanguara.



Fotos: Ceres Martins e Wilson Leandro.
