Depois de seis anos suspenso pelo governo de Jair Bolsonaro, o horário de verão pode retornar ao Brasil em 2025. A proposta está sendo avaliada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por especialistas do setor elétrico, que estudam o impacto da medida sobre o consumo de energia nos horários de pico, entre 18h e 21h.
Se implementado, o relógio seria adiantado em 1 hora entre 16 de novembro de 2025 e 15 de março de 2026. Para cidades turísticas do litoral paranaense, como Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, o horário extra de luz natural pode influenciar diretamente na rotina de moradores e visitantes, favorecendo o turismo e o comércio local.
O horário de verão já foi adotado por décadas no país, com interrupções e mudanças ao longo do tempo. A suspensão em 2019 foi justificada pelo governo à época como uma medida baseada em estudos que apontavam impacto limitado na economia de energia e efeitos negativos sobre a saúde e a rotina da população.
Especialistas apontam que a medida poderia reduzir a pressão sobre o sistema elétrico e diminuir a necessidade de acionar usinas térmicas mais caras e poluentes. Ao mesmo tempo, alertam que alterações na rotina podem afetar o sono, o humor e a produtividade.
Enquanto o governo analisa os dados e discute a medida, a população segue dividida. Para alguns, a volta do horário de verão significa mais tempo para atividades ao ar livre, lazer e turismo. Para outros, representa uma mudança que bagunça a rotina e altera hábitos diários.
Ainda não há decisão oficial sobre a retomada do horário de verão, mas a expectativa é de que nos próximos meses o governo anuncie se os relógios serão novamente adiantados. Até lá, a discussão sobre benefícios e impactos deve seguir entre especialistas e cidadãos.
