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Adidas sobe preços nos EUA e consumidores brasileiros podem sentir no bolso

A decisão da Adidas de aumentar os preços de todos os seus produtos nos Estados Unidos, por causa das tarifas impostas por Donald Trump, pode parecer algo distante. Mas o impacto pode ir muito além do território norte-americano — inclusive aqui no Brasil.

A marca alemã, conhecida por ícones como Samba, Stan Smith e Gazelle, declarou que os custos com importações subiram devido a tarifas de até 145% para produtos da China e 40% em países como Vietnã e Camboja. E adivinha onde ficam grande parte das fábricas que abastecem o mundo todo? Exatamente nesses países.

O Brasil, mesmo com uma produção local limitada, depende das mesmas rotas de fornecimento. Ou seja: se está ficando mais caro produzir e exportar para os EUA, o efeito dominó pode atingir também o consumidor brasileiro.

Além disso, com menos margem de lucro no mercado americano, empresas globais como a Adidas podem compensar perdas subindo os preços em outras regiões. Isso sem falar no dólar instável, que já encarece as importações por aqui.

Na prática, o que pode acontecer no Brasil:

  • Modelos importados podem ficar mais caros nos próximos meses, especialmente os mais populares;
  • Consumidores podem começar a buscar marcas alternativas, tanto nacionais quanto internacionais com produção local;
  • Lojas e varejistas podem ajustar o estoque e a estratégia, focando em produtos com melhor custo-benefício para o público brasileiro;
  • O cenário ainda é de incerteza, mas o recado da Adidas foi claro: “não sabemos o quanto os preços vão subir, mas os custos vão aumentar”.

O que deveria ser apenas uma tensão comercial entre gigantes, como EUA e China, acaba impactando diretamente o mercado da moda esportiva no Brasil — e, claro, o seu bolso.

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