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Foragido: Acusado de Estupro em Paranaguá Tem Prisão Decretada Após Descumprir Medidas Judiciais

A Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de Nathan de Siqueira Menezes, de 20 anos, acusado de estuprar uma jovem de 25 anos em um posto de combustível abandonado no bairro 29 de Julho, em Paranaguá. A decisão foi proferida na sexta-feira (14) pelo desembargador da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), atendendo a um pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR).

O acusado já havia sido alvo de dois pedidos anteriores de prisão preventiva, negados pelo juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paranaguá. Em vez da prisão, a Justiça havia concedido liberdade sob medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, até o momento, Nathan não compareceu para a instalação do equipamento, o que levou o MPPR a reforçar o pedido de prisão. Agora, ele é considerado foragido e procurado pela polícia.

Relembre o caso: crime ocorreu após show em Paranaguá

A agressão sexual ocorreu na madrugada de 23 de fevereiro deste ano, após um show musical no bairro Industrial. De acordo com a investigação policial, a vítima e o acusado se conheceram anteriormente por meio de redes sociais e da academia que ambos frequentaram em determinado período. No entanto, não tinham um vínculo próximo.

Durante o evento, eles tiveram um breve contato. Ao final do show, a jovem manifestou a necessidade de ir ao banheiro. Como o local do evento já havia sido fechado, Nathan sugeriu que fossem a um posto de combustível abandonado nas proximidades.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram a jovem hesitando em acompanhá-lo. No vídeo, é possível vê-la recusando-se a seguir o suspeito, que insiste, a puxa pelo braço e a conduz ao local. No interior do posto, ele a forçou a ter relações sexuais sem consentimento, conforme relato da delegada Maluhá Soares, responsável pelo caso.

Após o crime, a vítima conseguiu sair do local e denunciou a violência. A Polícia Civil iniciou as investigações e reuniu provas que levaram o MPPR a oferecer denúncia contra Nathan pelo crime de estupro.

Decisão da Justiça e buscas pelo acusado

O Ministério Público solicitou a prisão preventiva do acusado já nos primeiros dias após o crime, argumentando o risco de fuga e a gravidade da acusação. No entanto, em 27 de fevereiro, o pedido foi negado e a Justiça concedeu liberdade ao investigado, com imposição de medidas cautelares, como a monitoração eletrônica.

A recusa do suspeito em comparecer para a instalação da tornozeleira eletrônica fortaleceu o argumento do MPPR, que insistiu na necessidade da prisão preventiva. Dessa vez, o pedido foi acatado pelo TJPR, que determinou a detenção do acusado.

Nathan de Siqueira Menezes agora é considerado foragido e está sendo procurado pelas autoridades. O MPPR também solicitou a fixação de um valor mínimo de indenização por danos morais à vítima. O processo segue em sigilo.

A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro do acusado seja repassada anonimamente pelo telefone 181 ou diretamente às autoridades locais.

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