Cresce oferta de imóveis em leilão, mas especialistas recomendam checagem jurídica antes da arrematação
O mercado de leilões imobiliários registrou forte alta no país e acende alerta para quem busca pechinchas. No primeiro semestre de 2025 foram ofertados mais de 116 mil imóveis em leilões judiciais e extrajudiciais, alta de 25,1% ante 2024, impulsionada pela inadimplência e juros elevados.
Em Maringá, a busca por oportunidades também subiu. A cidade figura entre as mais valorizadas do país e mantém quase 12 mil apartamentos em construção, o que atrai investidores em busca de descontos que podem superar 50%.
Especialistas, porém, pedem cautela. O advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior afirma que muitos compradores se encantam pelo preço e esquecem a checagem jurídica. “É fundamental verificar a matrícula, a existência de ações judiciais, débitos, ocupação e todas as condições previstas no edital”, diz Zonta.
Outro problema comum é a posse. Em vários casos, o imóvel arrematado segue ocupado pelo antigo proprietário ou por terceiros. A desocupação pode exigir ação judicial, levar meses e gerar custos extras que nem sempre são previstos no momento da oferta.
Há diferenças entre leilões judiciais e extrajudiciais — um nasce de processos judiciais, o outro geralmente de contratos de alienação fiduciária — e cada modalidade tem regras próprias. Por isso, Zonta recomenda apoio de advogado especializado antes de fazer lances: “Os leilões devem ser tratados como operações jurídicas e não apenas comerciais”.
Com a perspectiva de manutenção dos juros altos e aumento das retomadas, especialistas esperam que o volume de leilões continue crescendo nos próximos meses. Para quem pensa em arrematar, a orientação é simples: pesquisar a fundo, ler o edital e contar com assessoria jurídica para não transformar oportunidade em prejuízo.
Serviço: Carlos Alberto Zonta Junior, Advogado Imobiliário, OAB/PR 77920, (44) 9925-7972, @bzonta, contato@zonta.adv.br, www.zonta.adv.br, Avenida Horácio Racanello Filho, 5550, Zona 07, Maringá – PR.
