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PESQUISA DO IDR-PARANÁ TRAZ CULTIVARES MAIS PRODUTIVAS E RESISTENTES

Quatro variedades (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) estão em fase final e poderão ser registradas no Mapa

O IDR-Paraná está preparando quatro novas cultivares — uma maçã, duas ameixas e uma pitaia — que prometem ampliar a competitividade da fruticultura do estado. As variedades estão na etapa final de avaliação e devem seguir para registro no Mapa antes de chegar aos produtores.

Segundo Altair Sebastião Dorigo, diretor-presidente do IDR-Paraná, anos de cruzamentos e seleção resultaram em materiais com respostas práticas para os desafios do setor. “Estamos colocando à disposição dos agricultores tecnologias que respondem a desafios concretos enfrentados pelo setor produtivo”, afirmou Dorigo.

A maçã foi desenvolvida para áreas de inverno ameno. Precisa de cerca de 260 horas de frio — menos da metade do exigido por variedades do grupo Gala — e pode superar 50 toneladas por hectare. Tem boa sanidade, resistência às principais doenças, dispensa poda verde e produz frutos uniformes, crocantes e com coloração atrativa para o mercado.

As duas ameixas têm resistência à escaldadura das folhas (causada pela bactéria Xylella fastidiosa) e baixa exigência de frio. Uma das cultivares reúne alta produtividade, boa vida pós-colheita, maior teor de antioxidantes e qualidade sensorial. A outra se destaca pelo vigor, estabilidade produtiva e potencial como polinizadora em pomares comerciais.

A pitaia foi obtida a partir de cruzamentos feitos no Norte do Paraná e tem florescimento precoce — 20 a 25 dias antes das variedades mais usadas — o que permite antecipar a entrada no mercado. É autofértil, produtiva, com frutos comerciais acima de 500 gramas, polpa branca firme e resistência ao rachamento.

Para a diretora de pesquisa e inovação, Vania Moda Cirino, o desenvolvimento reforça a importância do investimento contínuo em ciência. “São tecnologias que aumentam a competitividade, ampliam a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e ajudam a elevar a renda das propriedades rurais”, disse Cirino. O pesquisador Clandio Medeiros da Silva destaca que os ensaios experimentais mostram potencial de impacto significativo na fruticultura paranaense e brasileira.

O lançamento chega em momento de expansão do setor no Paraná. Em 2024, a produção de maçã somou 25,7 mil toneladas em pouco mais de mil hectares, com VBP de R$ 87,2 milhões. A ameixa gerou 6,4 mil toneladas e R$ 28,8 milhões em VBP, e a pitaia ocupou 333 hectares, com produção de 3,8 mil toneladas e VBP de R$ 41,7 milhões.

As novas cultivares só seguirão para o mercado após o registro no Mapa, etapa necessária para adoção comercial pelos produtores. O IDR-Paraná diz que seguirá acompanhando as avaliações até a liberação.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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