ANUNCIE-AQUI (1)

SEMDIR CAPACITA ESCOLAS PARA AMPLIAR PROTEÇÃO ÀS MULHERES

Programa da Semdir orientou diretores de escolas e CMEIs sobre rede de acolhimento e fluxo de atendimento

A Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir) realizou nesta semana mais uma etapa do programa “Mulher, Viver sem Violência, Acolher Também é Proteger”, com ações de sensibilização voltadas a diretores das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da rede municipal.

O objetivo foi fortalecer a atuação da educação na rede de proteção às mulheres em situação de violência e ampliar o conhecimento sobre os serviços de atendimento e acolhimento disponíveis no município.

A secretária Carolina Miranda informou que começou um ciclo de capacitações para servidores municipais. “Demos início a um ciclo de capacitação organizado pelo Departamento da Mulher. Essas capacitações têm como objetivo levar informações sobre o fluxo de atendimento e o enfrentamento da violência contra a mulher, para que todos os servidores da Prefeitura Municipal tenham ciência dos serviços ofertados pelo Departamento da Mulher, sobretudo da forma de atendimento do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), implementado neste primeiro semestre”, disse.

Segundo a superintendente Fabíola Arcega, esta foi a segunda ação do programa e teve foco nos gestores escolares. “Estamos com o programa denominado Mulher, Viver sem Violência, Acolher Também é Proteger. São ações de sensibilização direcionadas aos diretores das escolas e CMEIs da rede municipal de ensino, onde abordamos os tipos de violência, a rede de enfrentamento, a rede de apoio, a Casa da Mulher Parnanguara e o papel da educação dentro dessa rede de atendimento”, explicou.

A parceria entre Semdir e unidades de ensino, segundo Fabíola, é essencial para garantir proteção e acolhimento às mulheres e aos filhos, fortalecer a rede de apoio e contribuir para romper o ciclo da violência.

A assistente social Gisela Corrêa Almeida destacou a Casa da Mulher Parnanguara como equipamento especializado no atendimento. No local funciona o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), destinado a mulheres entre 18 e 59 anos que sofreram violações de direitos, além do acolhimento institucional para vítimas enquadradas na Lei Maria da Penha e que estejam em risco. O acolhimento é provisório e pode durar até 72 horas, tempo necessário para adoção de medidas protetivas.

A diretora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Ivone Ramos, avaliou positivamente a formação. “Tive a oportunidade de participar de uma formação na Casa da Mulher Parnanguara, um momento de grande aprendizado e reflexão. Recebemos orientações importantes sobre a rede de proteção e o papel fundamental da escola nesse processo. Foi um encontro essencial para fortalecer nosso compromisso com o cuidado, a proteção e a garantia de direitos”, afirmou.

A psicóloga da Casa da Mulher Parnanguara, Suelen Cristie Mariano, disse que a capacitação é fundamental para consolidar uma atuação integrada entre os diferentes setores. “A função da capacitação é fortalecer a rede, esclarecer dúvidas, favorecer que o serviço siga um padrão técnico de procedimentos e fluxos e, principalmente, fazer ressoar que a política pública para mulheres possui caráter intersetorial, interseccional e transdisciplinar, sendo responsabilidade de todos os integrantes da rede. Com isso, produzimos um enfrentamento mais efetivo da violência doméstica e contra a mulher”, destacou.

As ações do programa terão continuidade com novas atividades de sensibilização para ampliar o conhecimento e fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres em situação de violência em Paranaguá.

Fonte: Prefeitura de Paranaguá

Compartilhe esta notícia:

Notícias Relacionadas