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AÇÃO ITINERANTE LEVA SAÚDE E ALERTA CONTRA ABUSO À ILHA DO TEIXEIRA

Equipe da Prefeitura e forças de segurança levou consultas, exames e palestras sobre Maio Laranja para moradores da ilha

Uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), em parceria com as polícias Militar e Civil, realizou nesta semana atendimento médico, exames e palestras de conscientização na Ilha do Teixeira.

A ação integra o calendário de atendimentos às comunidades marítimas e as atividades da campanha Maio Laranja, que combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

A estrutura montada atendeu consultas médicas, aplicação de vacinas, testes rápidos e coleta de preventivos (citopatológico). A equipe marítima, responsável pelo trabalho nas ilhas, atende mensalmente entre 200 e 300 pessoas, segundo a enfermeira Viviane Malakias. “Os atendimentos visam a promoção da saúde, a compreensão e, principalmente, o acesso para quem está distante.

Quando a pessoa não pode ir até o atendimento, o atendimento vem até ela”, disse Viviane.Moradores elogiaram a iniciativa. Dona Vera Lúcia, que aguardava consulta, afirmou: “Acho bom, porque a gente não precisa ir para a cidade. Fazer exame lá é difícil para a gente.”

Além dos serviços clínicos, a ação teve foco na conscientização sobre direitos e formas de denúncia. Em comunidades isoladas, práticas como violência e casamentos precoces podem ser naturalizadas pela falta de informação, lembraram os agentes.

A cabo Renata Mendes Passos Venâncio, da Polícia Militar, ressaltou a importância de levar informação: “Para nós, é muito importante chegar nesses locais onde o morador tem a sensação de estar abandonado, e trazer informações. Viemos conscientizar de que, conforme o ECA, eles podem denunciar e têm o direito de estudar, ter infância e lazer.”

A investigadora Simone Moraes, da Polícia Civil, alertou que o abuso muitas vezes ocorre sem uso de força física imediata e que traumas de infância podem ser denunciados anos depois. “Temos investigações de jovens hoje com 18 anos que foram abusados na infância.

Essa denúncia abre caminhos para a investigação e evita que o agressor faça novas vítimas”, afirmou Simone.

A primeira-dama Patrícia Ramos também participou e destacou o papel das palestras: “O cuidado com a criança precisa ser lembrado em todos os cantos da nossa cidade. Prevenção sempre é o melhor remédio, no sentido emocional e físico.”

Elizabeth Bahia Godoy Melo, moradora da ilha, enalteceu a combinação de serviços e informação: “Maravilhoso, perfeito. Ajuda muito a prevenir com informação.”

A ação faz parte de um esforço contínuo para garantir direitos básicos às cerca de 1.600 a 1.700 pessoas que vivem nas sete ilhas da região, entre elas Amparo, Piaçaguera, Europinha, Teixeira e Ponta de Ubá.

Canais de denúncia mencionados pelas autoridades

Disque 100: canal nacional, gratuito e anônimo para denúncias de violações de direitos humanos e violência sexual infantil

190 (Polícia Militar): para emergências e flagrantes, com suporte da Patrulha Costeira na área das ilhas

Delegacia da Polícia Civil e Conselho Tutelar: para registro formal e encaminhamentos de proteção

Imagem: Prefeitura de Paranaguá / SEMSA

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