A poucos dias da inauguração da Ponte de Guaratuba, prevista para 29 de abril, os efeitos da obra já começam a aparecer no dia a dia do Litoral do Paraná — principalmente no setor imobiliário e no comércio.
Mesmo antes de ficar pronta, a ligação entre Guaratuba e Matinhos já mudou o ritmo de crescimento da região. Hoje, a cidade tem cerca de 40 prédios em construção, além de novos empreendimentos em fase de aprovação.
Os números confirmam o avanço. Em 2025, foram emitidos 401 alvarás de construção em Guaratuba — média de um a cada dois dias. Em 2026, até abril, já são 139.
O total de edifícios também cresceu nos últimos anos. Eram 183 em 2023 e passaram para 207 em 2025. Agora, além da quantidade, chama atenção o perfil dos novos projetos, com aumento de imóveis de padrão mais alto.
A expectativa de acesso mais rápido à região tem atraído novos compradores e investidores. Segundo relatos do setor, muitas pessoas que antes optavam por cidades de Santa Catarina estão voltando a considerar o Litoral paranaense.
A mudança está diretamente ligada ao fim de um dos principais obstáculos históricos da região: a dependência do ferry boat, que frequentemente gerava filas e longos tempos de espera.
Moradores também já percebem a movimentação. Em alguns bairros, a procura por imóveis aumentou cerca de 30%, impulsionada pela expectativa de valorização e pela melhoria na mobilidade.
Além da construção civil, o comércio acompanha esse crescimento. Empresários relatam aumento no movimento e ampliação de negócios, indicando que o impacto da ponte deve ir além da infraestrutura e atingir diretamente a economia local.
Com a nova ponte, a travessia entre Guaratuba e Matinhos deixa de depender de balsas e passa a ser feita por via terrestre contínua. A mudança deve reduzir o tempo de deslocamento, facilitar o acesso de turistas e integrar ainda mais o Litoral do Paraná.
A expectativa é que, após a inauguração, o fluxo de pessoas aumente significativamente — o que pode gerar mais empregos, novos serviços e maior circulação de renda na região.
Fonte: AEN.

