O Porto de Paranaguá completa 91 anos nesta terça-feira (17) mantendo papel central na economia do Paraná e com uma série de obras em andamento que prometem mudar a rotina logística da cidade nos próximos anos.
Movimentação acima do esperado
Em 2025, o complexo portuário movimentou mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume considerado acima do previsto, já que projeções anteriores indicavam que esse patamar só seria alcançado por volta de 2035. O resultado reforça a importância do porto no escoamento da produção, principalmente do agronegócio, e na movimentação de mercadorias que chegam e saem do Brasil.
Obras que mudam a logística da cidade
Além dos números, o que deve impactar diretamente a população são os investimentos em infraestrutura. Desde 2019, estão previstos mais de R$ 5,1 bilhões em obras para ampliar a capacidade do porto e melhorar a logística.
Entre os principais projetos está o “Moegão”, sistema ferroviário em fase final de construção que deve agilizar o descarregamento de grãos. A estrutura terá capacidade para receber até 900 vagões por dia, o que pode reduzir o trânsito de trens na área urbana e aumentar a eficiência no transporte de cargas.
Outra mudança importante é a concessão do canal de acesso ao porto. Com a obra, o canal será aprofundado, permitindo a circulação de navios maiores, com mais carga e menor custo operacional.
Também estão previstos novos píeres, como o modelo em “T”, que deve ampliar a capacidade de embarque, além de intervenções em terminais de líquidos e outras áreas operacionais.
Impacto direto na economia e empregos
O impacto das atividades portuárias vai além da área do porto. Atualmente, cerca de 40% dos empregos em Paranaguá têm relação direta ou indireta com o setor. A atividade também representa aproximadamente metade da arrecadação do município.
Hoje, o porto reúne centenas de trabalhadores diretos e milhares de profissionais que atuam de forma avulsa ou terceirizada, mantendo uma cadeia econômica que sustenta boa parte da população local.
Com os novos investimentos e o aumento da capacidade operacional, a tendência é de crescimento na movimentação de cargas e, consequentemente, na geração de empregos e renda na região nos próximos anos.
Fonte: AEN.

