Uma operação do Instituto Água e Terra (IAT), em conjunto com o Batalhão da Polícia Ambiental, terminou com 15 pessoas multadas por acesso irregular ao Parque Estadual Pico Paraná, no último sábado (14).
A fiscalização aconteceu na trilha que leva ao ponto mais alto da região Sul do Brasil e abordou 35 visitantes ao longo do dia. Desse total, quase metade foi autuada por descumprir uma regra básica: não passar pela base do parque para realizar o cadastro obrigatório antes da subida.
Cada infrator recebeu multa de R$ 2 mil, somando R$ 30 mil em penalidades aplicadas em poucas horas.
Segundo o IAT, o cadastro não é apenas burocracia. Ele funciona como uma medida de segurança essencial, reunindo dados pessoais, contatos de emergência e horário de entrada — informações fundamentais caso algo dê errado durante a trilha.
Sem esse controle, qualquer ocorrência se torna mais difícil de ser atendida.
E não é um risco distante.
Casos de pessoas que se perdem na região já mobilizaram grandes operações de resgate. Um dos episódios que mais chamou atenção foi o do montanhista Roberto, que desapareceu na trilha do Pico Paraná e precisou de uma força-tarefa para ser localizado, evidenciando os perigos de acessar a área sem planejamento e sem comunicação adequada com os órgãos responsáveis.
Além do risco à vida, quem ignora as regras pode pesar no bolso. O descumprimento das normas de uma Unidade de Conservação pode gerar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme o Decreto Federal 6.514/2008.
Durante o Carnaval, o alerta já havia sido reforçado. Em outra ação conjunta com o Corpo de Bombeiros e equipes de resgate, cerca de 300 visitantes foram orientados sobre a importância de seguir os protocolos e respeitar os limites do parque.
DESTINO DE AVENTURA E RISCO
O Pico Paraná é conhecido por atrair aventureiros de todo o país. Com 1.877 metros de altitude, o local oferece trilhas que variam entre 3,5 km e 10 km, em meio à Mata Atlântica preservada.
Mas o cenário exuberante também exige preparo. A região abriga animais silvestres e possui trechos de difícil acesso, com mata fechada e mudanças rápidas de clima.
Por isso, o recado das autoridades é direto: não seguir as regras pode transformar um passeio em uma situação de risco — e cara.
Fonte: Instituto Água e Terra (IAT)
