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62% das vítimas são homens: o perfil dos afogamentos no litoral

Dados acendem alerta aos banhistas

Os números levantados pelo Corpo de Bombeiros do Paraná mostram que o risco de afogamento no litoral segue alto — principalmente quando orientações básicas são ignoradas.

Na temporada de verão 2024/2025, foram registrados 1.270 salvamentos aquáticos no Litoral. Desse total, 97 casos foram de afogamento e 19 pessoas morreram.

Um dado chama atenção: todos os óbitos aconteceram fora de áreas protegidas por guarda-vidas ou fora do horário de atuação.

O levantamento também traçou um padrão entre as vítimas:

  • 62,89% eram homens
  • Mais de 60% tinham até 22 anos
  • Mais de 95% eram turistas, a maioria de Curitiba e Região Metropolitana
  • 51% não sabiam nadar
  • Apenas 3 vítimas eram nadadores assíduos

O horário também pesa. 75% dos incidentes ocorreram entre 12h e 18h59, período com maior número de banhistas nas praias.

Outro fator decisivo aparece em 64% dos casos: a presença de correntes de retorno, muitas vezes somada à superestimação da capacidade de nado e ao consumo de bebida alcoólica.

Mesmo com uma grande estrutura de prevenção — são mais de 900 bombeiros e guarda-vidas atuando no Litoral — os acidentes continuam acontecendo longe dos pontos seguros.

Segundo o comandante do 8º Batalhão de Bombeiros, o alerta é direto:

“O recado mais importante é que a população procure nadar sempre em áreas protegidas por guarda-vidas. No ano passado, não tivemos nenhum óbito em locais protegidos, e isso mostra que a prevenção funciona”.

Somente na última temporada, os bombeiros realizaram mais de 313 mil ações preventivas nas praias. Ainda assim, neste verão, sete mortes por afogamento já foram registradas, todas fora das áreas protegidas.

Os dados deixam claro: informação salva vidas, mas a escolha do local faz toda a diferença.

📌 Orientações dos bombeiros:

  • entre no mar apenas em áreas e horários com guarda-vidas
  • respeite a sinalização das bandeiras
  • evite bebida alcoólica antes do banho
  • em qualquer risco, procure um guarda-vidas ou ligue 193

Informações: Agência Estadual de Notícias 

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